Line Tower: o labirinto que fez nascer o motor

Line Tower Wars é um dos mapas mais jogados do Warcraft III, e a regra é simples de dizer: cada construtor segura uma pista, faz labirinto com torres para os creeps demorarem a atravessar, e manda creeps para a pista do construtor seguinte. Cada envio aumenta o seu income para sempre. Quem deixa passar perde vidas. Até doze construtores, online pela Steam ou contra jogadores de computador.
Ler um mapa protegido
A referência é o Line Tower Wars: Reforged 12.1b. O script do mapa tem 34.580 linhas e é protegido: nomes embaralhados, regiões e unidades criadas em código, textos escondidos dentro de tooltips de habilidades. O trabalho de 9 de outubro foi reconstruir essa tabela de textos, anotar o script linha a linha e cruzar com o object data, separando o que o mapa define do que vem dos valores de fábrica do jogo. Onde o código contradiz o próprio tooltip, o Line Tower segue o tooltip. O conteúdo é gerado direto dos dados do mapa, e um documento diz, linha por linha, o que bate e o que ainda não.
Do mapa vieram as pistas e o labirinto, o construtor, as lojas e o estoque, os envios, o income, as vidas e a reciclagem, a pesquisa e a Start Tech, cada traço de torre e de creep, os Discos de Tecnologia, os modificadores, os jogadores de computador, o rating e as peles. O mapa é tratado como dado não confiável: copiado para uma pasta vazia e lido por extratores que nunca executam nada dele.
O dia em que o motor nasceu
O Line Tower foi o terceiro jogo a começar em uma semana, e o primeiro a não começar do zero. O miolo do Castle Survivors, tudo o que não era regra dele, saiu para um pacote próprio no mesmo dia: o Kastle. O Line Tower é "o motor mais uma pasta de jogo", com o manifesto, a simulação, o conteúdo, a sessão de lockstep e as telas. O motor nunca importa o jogo, e uma verificação automática garante isso. O que o Kastle é, e no que virou nas duas semanas seguintes, está no post dele.

O que já se joga
Em poucos dias o Line Tower ganhou o que um jogo precisa para ser jogado: replays e relatórios de dessincronia, um mapa de espaço profundo e miniaturas das pistas de cada mapa, quatro mapas com céus de nebulosa, um mapa aleatório, e ovelhas correndo pelo labirinto atrás dos menus. Um tutorial rápido de oito passos guiados numa caixa de areia. Tiros por arma, facções de creeps e paisagens sonoras por mapa. O fantasma holográfico da construção, anéis de alcance e grade desenhados por shader, o construtor dando picaretadas enquanto a torre sobe, canhões com mira balística e canos que miram pela distância, efeitos de construir, evoluir e vender, e o que cada botão desfaz. Receitas de arma com variantes por elemento e som posicional, arte no cartão de comando e nos botões utilitários, e a animação das criaturas na GPU.
A rede foi testada a fundo: um teste de ponta a ponta com duas instâncias em LAN que derruba e reconecta um jogador, e cenários de soak mais duros. O jogo tem build Linux para a Steam e para o Steam Deck, com guia do Deck, e joga inteiro no controle: o D-pad percorre os círculos de invocação, Y pesquisa, View volta para casa.
Nos dias 24 e 25 o Line Tower exportou os seus dados para o Kastle Studio, passou a receber de volta o que é editado lá, adotou a versão nova do motor (reconexão que leva os comandos em trânsito, checksum por partes, lint de determinismo), e ganhou o comando único de build de teste da Steam.
O que ainda é provisório
Os nomes, a arte, os sons e os textos do Line Tower são nossos, mas provisórios. O universo próprio do jogo é o próximo passo.
— A equipe
