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Diário de desenvolvimento

04 out 2026

Oito pessoas, uma batalha

TECHPOST #11
O cerco ao castelo vermelho no fim de tarde, Vale do Rio
O cerco ao castelo vermelho no fim de tarde, Vale do Rio

No recibo de ontem, a lista do que faltava tinha uma linha: "online com mais gente". As partidas de time online eram você e um amigo, cada um com IAs aliadas. Agora cada vaga pode ter uma pessoa: do 2×2 ao 4×4, até oito jogadores numa sala, mais quatro espectadores. As vagas sem ninguém continuam com a IA, então dá para jogar um 3×3 com quatro amigos e duas IAs.

A sala

Na sala, cada time aparece como uma coluna de vagas. Quem entra senta numa vaga livre do lado com menos gente e pode trocar com Sentar aqui enquanto não marcou Pronto. As vagas vazias dizem "Vaga da IA". Dentro de um time ninguém repete facção (a não ser que o modo de jogo libere), e agora o Pronto avisa na hora se a sua facção bate com a de um aliado, em vez de deixar o anfitrião descobrir isso ao tentar começar. A lista de salas públicas mostra o formato e quantos jogadores já entraram.

Nos modos com draft, as escolhas seguem a ordem 1-2-2-1 entre todos os jogadores: o primeiro de um lado, dois do outro, dois do primeiro, e assim por diante. As vagas da IA escolhem sozinhas na vez delas.

Uma estrela, não uma teia

Com duas pessoas, os dois computadores trocam as ordens direto. Com oito, ligar todo mundo com todo mundo daria 28 conexões, e cada uma pode falhar do seu jeito. Então o online em times é uma estrela: cada convidado fala só com o anfitrião, e o anfitrião repassa as ordens de cada um para os outros. O que viaja continua sendo só ordens, poucos bytes por turno, e cada computador roda a mesma batalha inteira, como no 1×1. A conferência da "impressão digital" da batalha também passa pelo anfitrião.

Quando alguém cai

No 1×1, se o outro cai, a partida pausa e espera. Num 4×4 isso seria injusto com os outros seis, então aqui é diferente: a IA assume o lugar de quem caiu na hora, a partir do mesmo turno em todos os computadores. A troca fica gravada como uma ordem comum, então o replay e os espectadores mostram exatamente o mesmo.

Quem caiu abre o jogo e escolhe Voltar à partida. O anfitrião manda um retrato completo da batalha, e a IA continua jogando por essa pessoa enquanto o computador dela monta a cena e alcança os outros. Quando ela está em dia, pede o lugar de volta e assume num turno combinado, longe o bastante para todo mundo saber antes de chegar nele. Ninguém para para esperar.

E se quem cai é o anfitrião? Aí não tem para quem repassar, então os outros pausam com a contagem de reconexão. Quando o anfitrião volta, ele pergunta a cada convidado o que viu desde a queda e pega o retrato do mais adiantado, juntando as ordens que só os outros tinham recebido. Se ele não voltar a tempo, o time dele perde por W.O.

Desistir virou voto: o time desiste quando mais da metade das pessoas dele vota. Quem está sozinho no time desiste na hora, como antes.

O que oito janelas abertas ensinaram

Testes sem gráficos simulam do 2×2 ao 4×4 com quedas e voltas de convidados e do anfitrião, e conferem que todos terminam na mesma batalha. Mas a gente também abriu o jogo de verdade: quatro janelas para um 2×2 e oito para um 4×4, todas na mesma máquina, com a IA jogando por cada pessoa. No meio da partida, fechamos uma janela e abrimos de novo. Todas terminaram com a batalha idêntica. No caminho, apareceram quatro problemas que os testes sem gráficos não pegavam:

  • A sala que nunca começava. Todo mundo entrava com a facção padrão, e um time não pode repetir facção. Daí veio o aviso no Pronto.
  • O convidado que desistia de entrar. Com oito janelas carregando ao mesmo tempo, o anfitrião demorava a responder, e o pedido de entrada ia uma vez só. Agora ele insiste por até 20 segundos.
  • Todos parados esperando um. Na primeira versão, o lugar voltava para quem reconectou no momento em que o retrato saía, e os outros sete ficavam uns 30 segundos esperando a cena dele carregar. Foi assim que a IA passou a segurar o lugar até a pessoa alcançar a partida.
  • O PC mais lento no começo. Quem levava mais de 8 segundos para montar a partida perdia o lugar para a IA antes do primeiro turno. Agora quem ainda está carregando tem 45 segundos.

Teve também um problema sutil, achado lendo o código: um convidado pode rodar alguns turnos à frente do anfitrião, e se o lugar dele voltasse num turno que ele já tinha passado como IA, a partida quebrava. Agora esse caso tem um teste próprio.

O que ainda não tem

Se o anfitrião cair e não voltar, ninguém assume a sala no lugar dele: o time dele perde. E as ordens sempre passam pelo anfitrião, mesmo entre dois aliados. As duas coisas estão anotadas.

— Equipe Castle Arena